Não existe época em que São Paulo fique tão viva quanto no carnaval. As ruas viram um espetáculo. Corpos coloridos, música pulsando alto, gente sorrindo sem motivo aparente. É como se todo mundo esquecesse dos problemas por alguns dias e simplesmente se permitisse viver.
A energia toma conta. E você sente isso na pele. Em cada olhar, em cada toque, em cada movimento. Mesmo com tudo contra, a vontade de aproveitar fala mais alto. E eu só queria viver aquilo intensamente.
Resolvi ir pra um bloco com um grupo de amigos da faculdade. Nem conhecia todo mundo direito, mas aceitei — queria curtir sem pensar muito. Depois de um tempo, a rua já estava completamente tomada. Era gente pra todo lado. Movimento constante. Corpos se esbarrando, risadas, dança, suor. Cada rosto diferente, cada energia única.
Até que ele apareceu. No meio da multidão. Saia colorida, peito cheio de glitter, barba bem marcada e óculos escuros. Confiante. Diferente. Me olhou. E sumiu logo em seguida no meio da galera.
Algumas cervejas depois, fui ao banheiro. Quando saí… ele estava lá. Encostado, esperando. Sorriso de canto.
Eu sorri de volta.
Naquela altura, já não fazia sentido segurar nada. Cheguei perto e soltei:
— Posso?
Ele só balançou a cabeça, com aquele olhar que dizia tudo. Segurei o pescoço dele e puxei pro beijo. Sem pensar. Sem freio.
As mãos dele vieram direto nas minhas costas, me puxando com força contra o corpo dele. O beijo ficou intenso rápido. Língua, mordida, respiração quente. Tesão subindo sem controle.
Senti o pau dele duro. Ele também percebeu o meu. Meu corpo esquentou na hora. Eu só conseguia pensar em uma coisa: dar pra ele ali mesmo.
Paramos um segundo. Encostei no ouvido dele e falei baixo:
— Isso só me deixou com mais vontade de você.
Ele riu, me puxou pela mão e me levou até um quartinho num estacionamento.
— Fica tranquilo… ninguém entra aqui.
Entramos e fechamos a porta. Nem deu tempo de pensar. Já estávamos nos pegando de novo. Mais forte. Mais intenso. Era puro desejo.
Ele colocou camisinha. Eu também. Ficamos ali, lado a lado, batendo uma, olhando um pro outro. Aquilo já estava me deixando maluco.
— Vira pra mim… Ele pediu. E eu virei. Sem hesitar. Naquele momento, eu era completamente dele.
Ele começou a me estimular, beijando meu pescoço, encostando o corpo na minha bunda. Eu já não aguentava mais.
— Mete em mim logo…
Falei, sem paciência nenhuma. Ele deu uma risada baixa.
— Só quando eu quiser…
Provocando. E começou devagar. Encostando. Entrando aos poucos. Eu empinei e segurei na parede. Cada movimento fazia meu corpo reagir. Gemido preso, respiração pesada.
Ele foi acelerando. Sem pressa, mas sem parar. E aquilo foi me deixando completamente fora de mim. O ritmo aumentou. As estocadas ficaram mais fortes. As bolas batendo na minha bunda. O som dos corpos se encontrando. Tesão puro.
Sem pensar em mais nada. Só sentindo. Só vivendo. Naquele momento, aquilo era tudo que importava.
Não demorou muito. Gozamos juntos. Intenso. Sem controle. No meio do carnaval. Com glitter grudado na pele, suor escorrendo e o coração acelerado.
E, sinceramente…Eu não queria estar em nenhum outro lugar.
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